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Charles Aznavour: Um Romance Inventado

  Há algo de sedutor, e até necessário, nesse gesto de reinventar memórias como quem compõe uma canção meio torta e confessional. Charles Aznavour: Um Romance Inventado aposta nesse território em que verdade e invenção convivem. Não para confundir o espectador, mas para acolhê-lo. Desde o início, a peça se afasta de uma leitura biográfica rígida e se aproxima de um campo mais sensível, ligado à sobrevivência emocional. A atmosfera proposta pela encenação encontra ressonância imediata no espaço do Teatro Vanucci, cuja intimidade favorece o caráter confessional do espetáculo. O cenário remete a uma habitação das décadas de 1960 e 1970, com piano, canapé, carrinho de chá e pontos de repouso que organizam a ação como se fragmentos de memória ocupassem o espaço. Ao fundo, um fundo negro infinito e contínuo sustenta a ideia de tempo suspenso, enquanto músicos discretamente integrados à cena reforçam a sensação de lembrança encenada, mais evocada do que representada. A fabulação nã...

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