Pular para o conteúdo principal

Postagens

Destaques

Obsessão

  Há um momento curioso em Obsessão em que o espectador percebe que o desconforto provocado pelo filme não nasce apenas da violência gráfica ou das imagens grotescas espalhadas pela narrativa. O verdadeiro incômodo surge quando se compreende que nada daquilo pertence, de fato, ao terreno do impossível. O horror aqui não se alimenta de criaturas sobrenaturais ou maldições ancestrais. Ele nasce de algo muito mais próximo, banal e reconhecível: a incapacidade humana de lidar com rejeição, carência emocional e desejo de controle. O filme, dirigido por Mark Anthony Green, inicia sua trajetória quase de forma anestésica. Longos diálogos, interações aparentemente banais e um ritmo deliberadamente arrastado criam uma falsa sensação de normalidade. A narrativa parece interessada em observar inseguranças afetivas e pequenas fragilidades emocionais sem qualquer urgência dramática imediata. Essa condução inicial, porém, funciona menos como dispersão e mais como preparação silenciosa para ...

Últimas postagens

“21” e “Piracema” do Grupo Corpo

Roxy Dinner Show: o Abraço que se Amplia