"Os Roses: Até Que a Morte os Separe" é um Alerta: O Amor Pode Ser uma Guerra Sem Sobreviventes
Há filmes que retratam o amor como um jardim que floresce com o tempo. Os Roses: Até que a Morte os Separe é o oposto: um campo minado emocional onde cada passo pode arrancar membros ou, no mínimo, a sanidade. É um ataque frontal à instituição do casamento, conduzido com a ferocidade de uma guerra santa e a ironia ácida de quem já não acredita em reconciliação, nem mesmo sob a mira de um fuzil emocional. Baseado no romance de Warren Adler — o mesmo que já nos deu o infernalmente destrutivo A Guerra dos Roses (1989) —, este remake assina um pacto de sangue com o caos. A direção, carregada de veneno e sarcasmo, não tenta dourar a pílula: transforma o lar conjugal em um bunker onde ressentimento e vingança são munições de uso diário. O resultado é uma ópera bufa de destruição mútua, tão corrosiva quanto inevitável. Theo (Benedict Cumberbatch, em sua mais passivo-agressiva performance até hoje) é um arquiteto de ego tão frágil quanto suas próprias construções. Ivy (Olivia Colma...